
Um launchpad é uma plataforma voltada para a captação inicial de recursos e distribuição de tokens de projetos blockchain emergentes.
Funciona como um elo entre equipes de projetos, plataformas de negociação e usuários pioneiros: as equipes recebem capital e exposição, as plataformas estabelecem regras e controles de risco, e os usuários conquistam direitos de alocação ao participar de subscrições ou staking. Launchpads estão presentes tanto em exchanges centralizadas quanto em plataformas descentralizadas, normalmente seguindo etapas como análise, alocação, desbloqueio de tokens e listagem no mercado.
Launchpads representam uma das principais portas de entrada para acessar projetos inovadores ainda em fase inicial. Participantes podem garantir alocações de tokens antes do início das negociações públicas, muitas vezes com preços promocionais ou privilégios de whitelist.
Para as equipes, launchpads aumentam a eficiência e a conformidade na captação, aproveitando o tráfego e a diligência prévia das plataformas para mitigar riscos de fraude. Para o usuário, launchpads oferecem processos padronizados, gestão transparente de recursos e regras claras de alocação — reduzindo a assimetria de informações.
Contudo, é fundamental considerar os riscos: fundamentos frágeis do projeto, pressão de venda devido ao desbloqueio de tokens, volatilidade do mercado secundário, restrições regulatórias locais e controles de risco de conta podem afetar os resultados. Compreender o funcionamento e adotar uma gestão de risco sólida é mais valioso do que simplesmente buscar ser “early”.
O fluxo padrão envolve: registro → alocação → distribuição → listagem no mercado. Apesar das variações entre plataformas, as etapas essenciais se repetem.
O primeiro passo é o registro e a verificação de elegibilidade. As plataformas geralmente exigem verificação de identidade (KYC), podem impor restrições de whitelist ou regionais e aplicam mecanismos anti-sybil. Algumas determinam direitos de alocação por snapshots de saldo ou staking.
Depois, define-se o método de alocação. Os formatos mais comuns são sorteio ou ordem de chegada. Sorteios promovem equidade ao evitar a vantagem do “mais rápido”; já a ordem de chegada exige agilidade em uma janela restrita, onde preparo e rapidez são essenciais. Alocações podem ser baseadas em saldo, valor subscrito ou sistemas de pontos.
Na sequência, ocorre a precificação e liquidação. A plataforma informa o preço da subscrição, a oferta total e os limites individuais; normalmente, a participação ocorre via USDT ou o token nativo da plataforma. Após o encerramento, a plataforma liquida conforme as regras, reembolsando excedentes e divulgando os resultados.
Por fim, há a distribuição e desbloqueio dos tokens. Muitos projetos adotam períodos de vesting para evitar vendas imediatas. O modelo mais comum prevê um pequeno desbloqueio inicial no TGE (Token Generation Event), com o restante liberado de forma linear ao longo de meses ou trimestres. Após isso, os tokens são listados e negociados, com liquidez inicial provida pela plataforma ou market makers.
Launchpads atendem a múltiplos objetivos, desde captação de recursos até estratégias de crescimento de base de usuários.
Em plataformas de exchange, como o Startup da Gate, os projetos passam por análise antes da abertura das subscrições. Usuários participam em janelas definidas utilizando USDT ou tokens da plataforma; após o processo, as alocações são distribuídas proporcionalmente e os tokens ficam disponíveis para negociação no mercado spot. Esse modelo assegura alta concentração e transição fluida entre listagem e negociação.
Em plataformas descentralizadas (DEX), os launchpads geralmente funcionam como plataformas de IDO, com participação via carteiras on-chain. O usuário conecta a carteira, assina transações, subscreve dentro do período estipulado e recebe tokens por meio de distribuição e desbloqueio via smart contract. As vantagens são maior abertura e menor barreira de entrada; as desvantagens recaem sobre a necessidade de o usuário gerenciar operações e segurança diretamente on-chain.
No universo de NFTs e games, launchpads viabilizam a mintagem inicial ou a distribuição de ativos de jogos. Por exemplo, lançamentos de NFTs podem adotar sorteios de whitelist para distribuir vagas de mintagem — reduzindo a atuação de bots e protegendo a experiência do usuário legítimo.
O processo geralmente segue quatro etapas: preparação, subscrição, recebimento e negociação. Tomando o Startup da Gate como referência:
Etapa 1: Conta & Compliance. Faça o cadastro, conclua o KYC, verifique se sua região é elegível e ative recursos de segurança (autenticação em dois fatores, whitelist de saques).
Etapa 2: Recursos & Elegibilidade. Separe os ativos para subscrição (como USDT ou tokens da plataforma), verifique se snapshots ou staking são necessários para maiores alocações e atente-se aos limites e períodos divulgados nos anúncios.
Etapa 3: Subscrição & Confirmação. Durante a janela de participação, acesse a página do evento Startup, insira o valor de subscrição e confirme. Em sorteios, aguarde os resultados; em ordem de chegada, aja com rapidez no período estipulado.
Etapa 4: Resultados & Distribuição. Após o evento, confira o resultado da alocação e eventuais reembolsos. Em caso de vesting, acompanhe as datas futuras de desbloqueio; se houver negociação spot, você pode negociar ou manter os tokens após a listagem.
Etapa 5: Gestão de Risco. Defina sua estratégia de investimento — percentual de alocação, estratégias de take-profit/stop-loss e gestão dos tokens desbloqueados. Atenção a links de phishing — sempre utilize canais oficiais e redes sociais para acessar as páginas dos eventos.
O foco recente está em tendências setoriais, regras de alocação e avanços regulatórios. Temas de projetos giram em torno de IA, Layer 2 e RWA (Real World Assets), com plataformas priorizando controles de risco, medidas anti-sybil e cronogramas de vesting mais longos, com baixo desbloqueio inicial no TGE.
Do ponto de vista temporal: ao longo de 2025, a expectativa é de recuperação nas atividades de launchpads em exchanges em relação a 2024; IDOs descentralizados seguem ativos diante do otimismo do mercado. Recentemente, alocações por sorteio se tornaram mais frequentes, janelas de ordem de chegada estão mais curtas e as ações anti-bot se intensificaram.
Métricas usuais (com base nos anúncios das plataformas e painéis de terceiros como Dune ou DefiLlama para dados de 2025 — os números variam bastante entre projetos):
Sempre consulte a página do evento e comunicados oficiais de cada plataforma para dados precisos — verifique atualizações recentes para garantir a exatidão das informações.
Os principais fatores dessas mudanças incluem maior pressão regulatória, crescimento da base de usuários e entrada de capital, além do foco das equipes em estabilidade de preço no longo prazo e retenção da comunidade. Recomenda-se ao investidor montar um checklist próprio — acompanhando anúncios recentes e o desempenho real de negociação e desbloqueio pós-listagem.
Os três conceitos se relacionam, mas não são equivalentes — launchpad diz respeito ao “ambiente e regras”, enquanto IEOs e IDOs referem-se aos “formatos de emissão”.
Um IEO (Initial Exchange Offering) ocorre em exchanges centralizadas, onde a plataforma realiza avaliação rigorosa dos projetos, gerencia a captação e a listagem; há controles de compliance mais rígidos, exigência de KYC e integração direta entre subscrição e negociação. Já um IDO (Initial DEX Offering) acontece em plataformas descentralizadas, com processos on-chain — participação mais aberta, porém com maior responsabilidade operacional e de segurança para o usuário.
Grande parte dos launchpads de exchanges viabiliza IEOs (ou formatos similares), enquanto launchpads de DEX hospedam IDOs. As diferenças englobam critérios de elegibilidade, métodos de subscrição (sorteio vs ordem de chegada), custódia dos recursos, modelos de vesting e cronograma de listagem — escolha conforme suas necessidades regulatórias e capacidade operacional.
Uma plataforma de launchpad é especializada na captação de recursos e emissão de tokens para novos projetos; plataformas de negociação comuns se concentram na negociação de tokens já listados. O launchpad funciona como ponte entre equipes de projetos e investidores — viabilizando a captação inicial e a distribuição dos tokens. Grandes plataformas, como a Gate, costumam oferecer ambas as funções, permitindo que o usuário participe de novos lançamentos e negociações regulares.
A maioria dos launchpads estabelece critérios como verificação de conta, saldo mínimo de tokens ou nível de atividade. Os padrões variam de acordo com a plataforma; alguns projetos definem valores mínimos ou máximos de investimento. Sempre confira as regras específicas do projeto antes de participar, garantindo que você atenda a todos os requisitos.
Launchpads realizam análise dos projetos, mas não garantem sucesso — existe risco de fracasso ou golpes de saída. Para avaliar riscos: verifique o histórico da equipe, a viabilidade técnica, a racionalidade das metas de captação; leia o whitepaper cuidadosamente e invista apenas o que estiver disposto a perder, conforme seu perfil de risco.
Geralmente, após o encerramento da captação, as plataformas distribuem os tokens em sua conta em um prazo determinado (por exemplo, de 1 a 7 dias) — o tempo depende da equipe do projeto e das políticas da plataforma. Após o recebimento, é possível negociar os tokens na própria plataforma ou transferi-los para sua carteira; sempre confira o endereço antes de transferir ativos.
Launchpads utilizam sistemas de cotas ou sorteios que proporcionam taxas de sucesso relativamente altas para os projetos — mas nem todos os participantes recebem alocação. Lançamentos populares podem esgotar as cotas em minutos; investidores devem estar preparados para não serem contemplados. Consulte o histórico de desempenho em plataformas como a Gate para referência ao considerar a participação.


