ETH ERC20

ERC-20 é o padrão de interface de tokens da Ethereum, atuando como uma “especificação universal de plug” que possibilita a carteiras, exchanges e aplicações utilizarem um conjunto padronizado de funções para transferências, aprovações e consultas. Esse padrão estabelece parâmetros como registros de eventos e casas decimais, assegurando que tokens fungíveis, como o USDT, mantenham compatibilidade e usabilidade em múltiplas plataformas e diferentes contextos.
Resumo
1.
ERC-20 é o padrão de token mais amplamente adotado na blockchain Ethereum, definindo interfaces funcionais básicas e especificações de implementação para tokens.
2.
O padrão especifica funções essenciais como transferência de tokens, consulta de saldo e autorização, possibilitando métodos de interação unificados entre diferentes tokens.
3.
O ERC-20 alcança a interoperabilidade de tokens, permitindo a circulação fluida de tokens entre carteiras, exchanges e aplicações descentralizadas.
4.
Como infraestrutura fundamental do ecossistema Ethereum, o ERC-20 suporta o rápido desenvolvimento de aplicações DeFi, NFT e Web3.
5.
O uso de tokens ERC-20 exige o pagamento de taxas de Gas da rede Ethereum, e o padrão oferece funcionalidades básicas que podem precisar de extensões para cenários mais complexos.
ETH ERC20

O que é o padrão ERC-20?

O padrão ERC-20 é um conjunto de interfaces de interação para tokens no Ethereum que define como tokens fungíveis devem ser reconhecidos e operados de maneira uniforme por carteiras, exchanges e aplicações.

Esse “padrão de interface” funciona como um conjunto de comandos comuns, como “transfer”, “approve” e “balance check”. Sempre que um contrato de token segue esses comandos padronizados, carteiras exibem saldos, exchanges processam depósitos e saques, e aplicações realizam pagamentos ou ações de governança. O ERC-20 é direcionado especificamente a ativos fungíveis, como stablecoins, tokens de governança e tokens de pagamento.

Como funciona o padrão ERC-20?

O padrão ERC-20 padroniza operações de tokens em funções e eventos fixos, permitindo que qualquer contrato compatível seja acionado e monitorado de forma uniforme.

Principais funções:

  • totalSupply: Retorna o suprimento total de tokens, semelhante ao estoque de um armazém.
  • balanceOf: Consulta o saldo de um endereço específico, como conferir uma conta bancária.
  • transfer: Envia tokens diretamente para outro endereço.
  • approve: Autoriza um terceiro a gastar um valor determinado em seu nome, como definir um limite para um cartão adicional.
  • allowance: Consulta o valor autorizado remanescente para determinado gastador.
  • transferFrom: Permite que uma parte autorizada transfira tokens do seu endereço.

Principais eventos:

  • Evento Transfer: Emitido a cada transferência, permitindo que carteiras e exploradores de blocos registrem e exibam o histórico de transações.
  • Evento Approval: Emitido a cada aprovação, possibilitando que usuários acompanhem quem foi autorizado a gastar tokens e qual valor.

Esses nomes de funções e eventos vêm da proposta EIP-20, que se tornou padrão oficial em 2017, garantindo compatibilidade entre diferentes implementações.

Como o padrão ERC-20 opera no Ethereum?

O padrão ERC-20 é implementado por meio de smart contracts — programas autoexecutáveis na blockchain que gerenciam transferências, aprovações e atualizações de saldo conforme regras pré-definidas, emitindo logs de eventos a cada operação.

Ao realizar uma transferência, o contrato do token verifica o saldo, atualiza seu registro interno e emite o evento Transfer. Ao aprovar um limite e uma aplicação posteriormente executar transferFrom, o contrato verifica o allowance para garantir que não ultrapasse o limite. Carteiras e exchanges acompanham esses eventos e retornos de funções para exibir saldos, registros de transações e posições.

O parâmetro “decimals” define a menor unidade do token (por exemplo, 18 decimais significa que 1 token equivale a 10^18 unidades mínimas). Aplicações precisam converter essas unidades para valores legíveis ao usuário, evitando erros de exibição.

Como usar tokens ERC-20 na Gate?

Ao utilizar tokens ERC-20 na Gate, as principais operações são depósito, saque e negociação. Sempre confirme a rede e o endereço do contrato antes de qualquer ação para evitar perda de fundos.

Passo 1: Para depósitos, selecione a rede Ethereum e copie o endereço de depósito fornecido pela Gate. Ativos populares como USDT na Ethereum seguem o padrão ERC-20.

Passo 2: Envie a transferência a partir da sua carteira para esse endereço e aguarde a confirmação na blockchain. A Gate credita sua conta após detectar o evento Transfer correspondente e confirmar o recebimento.

Passo 3: Para saques, garanta que o endereço de destino seja compatível com a rede ERC-20. Verifique taxas de gás e limites mínimos de saque. Sempre escolha a rede correta para o seu ativo, evitando enviar tokens ERC-20 para uma rede incompatível com o mesmo formato de endereço.

Além disso: Ao interagir com aplicações descentralizadas que exigem pagamentos de terceiros (como DEXs ou protocolos de empréstimo), sua carteira solicitará autorização approve. Autorize apenas o valor necessário — evite conceder “aprovações ilimitadas” para mitigar riscos.

Atenção: Depósitos e saques envolvem a segurança dos fundos. Sempre confira o endereço do contrato do token, o tipo de rede e o memo, se exigido; transações em blockchain são irreversíveis, e erros podem acarretar perda de fundos.

Como desenvolvedores podem criar um token ERC-20?

Criar um token ERC-20 envolve escrever e implantar um smart contract compatível, além de verificar e publicar suas informações.

Passo 1: Escolha ferramentas e bibliotecas. Hardhat e Foundry são stacks de desenvolvimento comuns. Para segurança e melhores práticas, utilize a implementação ERC-20 da OpenZeppelin.

Passo 2: Escreva o contrato. Defina nome, símbolo, decimais e suprimento inicial; implemente funções essenciais como transfer, approve, transferFrom; certifique-se de emitir os eventos Transfer e Approval.

Passo 3: Teste e audite. Crie testes unitários para autorizações, transferências e casos extremos (como saldo ou allowance insuficiente). Audite a lógica principal ou, no mínimo, realize análise estática e fuzz testing.

Passo 4: Implemente na mainnet ou testnet da Ethereum. Registre o endereço do contrato e distribua os tokens aos detentores iniciais.

Passo 5: Verifique e publique as informações. Valide o código-fonte em exploradores de blocos, faça upload do logo e descrição do token, e publique endereço do contrato e decimais para que carteiras e exchanges reconheçam seu token corretamente.

Quais são as diferenças entre ERC-20, ERC-721 e ERC-1155?

As diferenças principais entre ERC-20, ERC-721 e ERC-1155 envolvem se os ativos são fungíveis ou não, e como são feitas transferências em lote ou a gestão de múltiplos ativos.

ERC-20: Fungível — qualquer unidade é completamente intercambiável. Ideal para tokens de moeda ou governança.

ERC-721: Não fungível (cada ID é único e indivisível), como colecionáveis ou ingressos. Comum em NFTs.

ERC-1155: Suporta ativos fungíveis e não fungíveis, além de transferências em lote. Permite gerenciar múltiplos tipos de ativos em um único contrato — bastante usado para itens de jogos.

Se você precisa de tokens “divisíveis e intercambiáveis” (como stablecoins ou pesos de governança), o ERC-20 é o ideal; para ativos únicos ou gestão em lote, considere ERC-721 ou ERC-1155.

Quais são os riscos ao usar tokens ERC-20?

Os riscos do ERC-20 se dividem em duas categorias principais: operacionais e de autorização. Sempre revise os detalhes antes e depois de cada transação.

Riscos de autorização: Muitas aplicações pedem “aprovação ilimitada” para evitar autorizações repetidas. Se um app ou contrato for comprometido, invasores podem esvaziar seus tokens. Aprove apenas o necessário e redefina allowances sensíveis para zero regularmente.

Riscos de tokens falsos: Golpistas podem implantar contratos falsos. Sempre confira o endereço do contrato do token em canais oficiais antes de transferir fundos.

Riscos de rede e taxas: Em períodos de congestionamento na Ethereum, as taxas de gás podem subir bastante, impactando custos e tempo de confirmação. Reserve ETH suficiente para taxas e escolha o momento ideal para grandes transações.

Riscos em depósitos/saques: Usar a rede ou endereço incorreto na Gate pode tornar ativos irrecuperáveis. Sempre utilize a rede ERC-20, garanta compatibilidade do endereço de destino e confira limites mínimos de saque.

Desde sua padronização em 2017, o ERC-20 passou por várias extensões promovidas pela comunidade, voltadas à experiência do usuário e segurança.

Até 2025, as extensões mais comuns incluem:

  • EIP-2612 (Permit): Permite aprovações sem gás via assinatura — o usuário aprova gastos com assinatura off-chain antes da dedução on-chain, economizando uma transação e melhorando a experiência.
  • Meta-transações e delegação de taxas: Serviços de relayer permitem que terceiros paguem taxas de gás para o usuário, reduzindo barreiras de entrada.
  • Otimização de gás e modos mais seguros: Bibliotecas otimizam custos de armazenamento e computação, promovendo transferências mais seguras e validação rigorosa de eventos para maior compatibilidade.

O ERC-20 segue como base para ativos fungíveis, integrando-se cada vez mais a protocolos cross-chain, soluções de abstração de contas e modelos avançados de permissões para aprimorar usabilidade e controle de riscos.

Por que o padrão ERC-20 é importante?

O padrão ERC-20 é a base dos ativos no Ethereum — ele viabiliza interações simples e padronizadas, permitindo que carteiras, exchanges e aplicações suportem tokens fungíveis sem atritos. Conhecer suas funções e eventos ajuda a entender o funcionamento dos tokens on-chain; revisar autorizações e endereços de contrato reduz riscos no uso diário. Para desenvolvedores, seguir o padrão — e integrar auditorias ou extensões como Permit — garante compatibilidade e segurança. Para usuários e construtores, o ERC-20 é uma linguagem universal de troca de valor, sobre a qual novas aplicações e cenários podem ser criados.

FAQ

Por que preciso aprovar (autorizar) uma transferência de token ERC-20?

A aprovação é um mecanismo central de segurança do padrão ERC-20, protegendo seus ativos. Ao usar tokens em exchanges ou apps de DeFi, é preciso autorizar o app a acessar seus tokens — como conceder permissão em apps de pagamento. Após a aprovação, o app pode transferir tokens em seu nome; você pode revogar essas permissões a qualquer momento para maior segurança.

Por que endereços de tokens ERC-20 variam entre redes para o mesmo ativo?

O ERC-20 é um padrão exclusivo do Ethereum — contratos de token são implantados separadamente em cada rede (Ethereum, Polygon, BSC etc.), gerando endereços diferentes por rede. Para transferências cross-chain, utilize bridges; na Gate, você pode escolher em qual rede depositar ou sacar.

A configuração de decimais de um token ERC-20 altera seu valor real?

Não — os decimais afetam apenas a precisão da exibição, não o valor real. Por exemplo, USDT geralmente usa 18 decimais, então “1 USDT” aparece como 1,0, mas internamente equivale a 1 × 10^18 unidades mínimas. É como expressar US$1 em 100 centavos; alterar os decimais muda apenas a unidade de contagem, não o valor.

Como verificar se um token ERC-20 é de um projeto oficial?

Confira o endereço do contrato em exploradores como Etherscan, verifique se o site oficial lista o endereço correto e analise a distribuição dos detentores (alta concentração pode indicar risco de rug pull). Tokens listados em plataformas reguladas como a Gate passam por revisão adicional.

Como são calculadas as taxas de gás em transações com tokens ERC-20?

Taxa de gás = Gás utilizado × Preço do gás. Uma transferência básica de ERC-20 consome cerca de 21.000 unidades de gás, mas interações com smart contracts podem exigir mais. Em períodos de congestionamento, o preço do gás sobe e as taxas aumentam. Prefira operar em horários de menor movimento; a Gate disponibiliza informações em tempo real sobre o preço do gás.

Uma simples curtida já faz muita diferença

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No contexto de Web3, o termo "ciclo" descreve processos recorrentes ou períodos específicos em protocolos ou aplicações blockchain, que se repetem em intervalos determinados de tempo ou blocos. Exemplos práticos incluem eventos de halving do Bitcoin, rodadas de consenso do Ethereum, cronogramas de vesting de tokens, períodos de contestação para saques em soluções Layer 2, liquidações de funding rate e yield, atualizações de oráculos e períodos de votação em processos de governança. A duração, os critérios de acionamento e o grau de flexibilidade desses ciclos variam entre diferentes sistemas. Entender esses ciclos é fundamental para gerenciar liquidez, otimizar o momento das operações e delimitar fronteiras de risco.
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