As métricas operacionais da Uber pintam um quadro convincente para investidores pacientes. Ao longo dos três primeiros trimestres de 2025, a empresa gerou quase $38 bilhões em receita, refletindo um aumento de 18% ano após ano. Mais impressionante ainda, o crescimento das despesas ficou atrás da expansão da receita, sinalizando uma melhoria na eficiência operacional. Combinado com um benefício fiscal de $4,3 bilhões, isso resultou numa receita líquida de $9,8 bilhões—mais de três vezes os $3,0 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Do ponto de vista de avaliação, a Uber apresenta uma oportunidade intrigante. O índice P/E para o próximo ano está em apenas 19—substancialmente abaixo da média de 31 do S&P 500. Essa diferença sugere que o mercado já incorporou na sua cotação a maior parte dos desafios conhecidos da empresa, deixando espaço para surpresas positivas ao invés de choques negativos.
Domínio em Múltiplas Fontes de Receita
O panorama global de transporte e logística foi fundamentalmente remodelado pelo modelo de plataforma dupla da Uber. Como a principal plataforma de ridesharing do mundo, a Uber conquistou mercados de Tóquio a São Paulo. Enquanto isso, sua divisão Uber Eats gera mais receita globalmente do que qualquer concorrente, apesar de enfrentar forte competição doméstica nos Estados Unidos.
O que torna esse posicionamento particularmente poderoso é o efeito de rede. Motoristas atraem passageiros; passageiros atraem motoristas. O ecossistema torna-se cada vez mais valioso à medida que escala. Alguns consumidores já optam ativamente pelo ridesharing em vez de possuir um veículo em mercados tradicionalmente dependentes de carros, como a América—uma tendência que pode acelerar dramaticamente.
O Futuro Autônomo Já em Movimento
As parcerias da Uber com fabricantes de automóveis como a General Motors e líderes tecnológicos como a Alphabet representam mais do que uma boa vontade estratégica. Essas colaborações posicionam a Uber como a plataforma lógica para a implantação de veículos autônomos. Em vez de possuir frotas, a infraestrutura existente da Uber irá combinar perfeitamente passageiros com veículos autônomos, essencialmente monetizando uma transição tecnológica sem assumir riscos de propriedade.
Essa abordagem de parceria pode desbloquear uma nova fonte de receita significativa, ao mesmo tempo em que aprofunda a barreira de proteção da Uber dentro dos ecossistemas de transporte.
Obstáculos ao Crescimento e Realidade de Mercado
Para ser justo, desafios existem. Pressões macroeconômicas e esforços regulatórios em certas jurisdições para reclassificar motoristas como empregados podem restringir as taxas de crescimento. Apesar desses obstáculos, as reservas brutas continuam a subir, e a ação valorizou mais de 30% ao ano.
Por Que Isso Justifica um Compromisso de Longo Prazo
Para investidores convictos nas tendências de longo prazo, a Uber representa o tipo de investimento que vale a pena manter com afinco. A empresa conquistou sua posição como líder global em ridesharing e entrega de alimentos. Sua trajetória financeira—acelerando lucros apesar de obstáculos reconhecidos—combinada com uma avaliação que precifica o ceticismo ao invés do otimismo, cria um perfil de risco-retorno assimétrico que favorece o capital paciente.
A Uber não será uma certeza. Nenhuma ação é. Mas, dentro de uma carteira diversificada, o domínio da empresa, o momentum financeiro e o potencial de transformação sugerem que ela merece espaço para investidores comprometidos com os anos à frente.
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Uma Tese de Investimento a Longo Prazo: Por que a Uber merece um lugar na sua carteira
O Desempenho Financeiro que Diz Muito
As métricas operacionais da Uber pintam um quadro convincente para investidores pacientes. Ao longo dos três primeiros trimestres de 2025, a empresa gerou quase $38 bilhões em receita, refletindo um aumento de 18% ano após ano. Mais impressionante ainda, o crescimento das despesas ficou atrás da expansão da receita, sinalizando uma melhoria na eficiência operacional. Combinado com um benefício fiscal de $4,3 bilhões, isso resultou numa receita líquida de $9,8 bilhões—mais de três vezes os $3,0 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Do ponto de vista de avaliação, a Uber apresenta uma oportunidade intrigante. O índice P/E para o próximo ano está em apenas 19—substancialmente abaixo da média de 31 do S&P 500. Essa diferença sugere que o mercado já incorporou na sua cotação a maior parte dos desafios conhecidos da empresa, deixando espaço para surpresas positivas ao invés de choques negativos.
Domínio em Múltiplas Fontes de Receita
O panorama global de transporte e logística foi fundamentalmente remodelado pelo modelo de plataforma dupla da Uber. Como a principal plataforma de ridesharing do mundo, a Uber conquistou mercados de Tóquio a São Paulo. Enquanto isso, sua divisão Uber Eats gera mais receita globalmente do que qualquer concorrente, apesar de enfrentar forte competição doméstica nos Estados Unidos.
O que torna esse posicionamento particularmente poderoso é o efeito de rede. Motoristas atraem passageiros; passageiros atraem motoristas. O ecossistema torna-se cada vez mais valioso à medida que escala. Alguns consumidores já optam ativamente pelo ridesharing em vez de possuir um veículo em mercados tradicionalmente dependentes de carros, como a América—uma tendência que pode acelerar dramaticamente.
O Futuro Autônomo Já em Movimento
As parcerias da Uber com fabricantes de automóveis como a General Motors e líderes tecnológicos como a Alphabet representam mais do que uma boa vontade estratégica. Essas colaborações posicionam a Uber como a plataforma lógica para a implantação de veículos autônomos. Em vez de possuir frotas, a infraestrutura existente da Uber irá combinar perfeitamente passageiros com veículos autônomos, essencialmente monetizando uma transição tecnológica sem assumir riscos de propriedade.
Essa abordagem de parceria pode desbloquear uma nova fonte de receita significativa, ao mesmo tempo em que aprofunda a barreira de proteção da Uber dentro dos ecossistemas de transporte.
Obstáculos ao Crescimento e Realidade de Mercado
Para ser justo, desafios existem. Pressões macroeconômicas e esforços regulatórios em certas jurisdições para reclassificar motoristas como empregados podem restringir as taxas de crescimento. Apesar desses obstáculos, as reservas brutas continuam a subir, e a ação valorizou mais de 30% ao ano.
Por Que Isso Justifica um Compromisso de Longo Prazo
Para investidores convictos nas tendências de longo prazo, a Uber representa o tipo de investimento que vale a pena manter com afinco. A empresa conquistou sua posição como líder global em ridesharing e entrega de alimentos. Sua trajetória financeira—acelerando lucros apesar de obstáculos reconhecidos—combinada com uma avaliação que precifica o ceticismo ao invés do otimismo, cria um perfil de risco-retorno assimétrico que favorece o capital paciente.
A Uber não será uma certeza. Nenhuma ação é. Mas, dentro de uma carteira diversificada, o domínio da empresa, o momentum financeiro e o potencial de transformação sugerem que ela merece espaço para investidores comprometidos com os anos à frente.