‏Bitcoin: o único mercado livre que ninguém consegue parar.. sem intervenção de órgãos para salvá-lo, sem travões ou pausas na negociação, sem proibição de short, e sem misericórdia para as quebras!


Se procura alguém que o salve e pare a negociação, vá para outros mercados.

Para entender o que aconteceu ontem com o Bitcoin, com uma queda acentuada e um sentimento de rendição por parte dos traders, é importante compreender que o Bitcoin é um dos mercados mais livres em comparação com ações e títulos; porque é um mercado global aberto 24/7, sem que entidades centrais possam impor uma paragem total na negociação ou proibir vendas a descoberto em momentos de pânico.

Primeiro: o que é o “mercado livre”?
- Mercado livre significa o mínimo possível de intervenções coercivas: sem pausas forçadas na negociação, sem limites administrativos de preço, e sem proibição de certos tipos de ordens de compra ou venda, salvo por razões técnicas puras.
- No Bitcoin, o preço é determinado em tempo real através de ofertas de compra e venda em dezenas de bolsas ao redor do mundo, sem uma entidade reguladora que possa pressionar um botão para parar todo o mercado.

Segundo: o Bitcoin como mercado aberto 24/7
- A negociação de Bitcoin é contínua, 24 horas por dia, durante toda a semana, a nível global, ao contrário das bolsas tradicionais que funcionam apenas durante horas específicas nos dias úteis.
- Se uma bolsa específica parar a negociação do par BTC/USD por qualquer motivo (técnico ou regulatório), o trader pode imediatamente passar para outras bolsas ou até negociar fora das plataformas (OTC), pois não existe uma “chave” central que apague todo o mercado de Bitcoin.

Terceiro: Circuit Breakers nas ações versus sua ausência no Bitcoin:
Nos grandes mercados de ações (como o mercado americano), existem os chamados “Circuit Breakers” (quebras de circuito):

- Nos Estados Unidos, se o índice S&P 500 cair 7% numa única sessão, ativa-se o “nível 1” e todas as ações param de negociar por 15 minutos; se cair 13%, ativa-se o nível 2; e uma queda de 20% pode levar ao encerramento do mercado pelo resto do dia.
- Durante a crise do COVID-19 em março de 2020, esses circuit breakers foram ativados várias vezes em poucos dias, fazendo com que toda a negociação no mercado americano fosse interrompida várias vezes, com uma queda de 7% no início da sessão.

O mercado de ações saudita (Tadawul) define limites diários de variação de 10% para a maioria das ações no mercado principal (TASI), onde o preço de uma ação não pode subir ou descer mais de 10% em relação ao preço de fecho anterior durante uma sessão, sob pena de restrição na negociação.
- Isto impede oscilações extremas, ao contrário do Bitcoin, que permite quedas ou subidas de 10% ou mais sem limites diários centrais.

- Quanto ao mercado de Bitcoin:
- Não há uma entidade reguladora global com poder para parar a negociação do Bitcoin como um todo quando há uma queda de 7% ou 20%; o preço pode cair 30–40% em poucas horas sem uma paragem coerciva total.
- Algumas plataformas de criptomoedas começaram a discutir ou aplicar formas limitadas de “Circuit Breaker” a nível de plataforma (como limitar liquidações forçadas em contratos ou congelar certos tipos de ordens), mas estas não são mecanismos obrigatórios a nível de rede nem em todas as bolsas.

Exemplo prático: COVID-19 2020:
- Em março de 2020:
- Mercado de ações americano: ativaram circuit breakers 4 vezes em 8 dias, com pausas de 15 minutos cada, após uma queda de 7% no S&P 500.
- Bitcoin: sofreu uma queda acentuada (“Black Thursday”), com uma descida de 40% em poucas horas em algumas plataformas, sem uma paragem central do mercado, apenas problemas técnicos ou políticas locais em algumas bolsas.

Quarto: proibição ou restrição de short nas ações versus a flexibilidade do short no Bitcoin:
Nos mercados tradicionais:
- Durante crises, as entidades reguladoras frequentemente proíbem (Short Selling) ou restringem severamente, alegando proteger os preços e evitar que “especuladores” agravem a queda.
- Em setembro de 2008, a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) impôs uma proibição temporária de short em cerca de 1000 ações financeiras, reduzindo a atividade de short em aproximadamente 77%, afetando negativamente a liquidez e a qualidade da formação de preços.

No Bitcoin:
- Não existe uma entidade reguladora global que possa proibir o “short no Bitcoin” em si; há sempre plataformas, derivativos e produtos (como futuros, contratos perpétuos, opções) que permitem apostar na subida ou descida, mesmo que alguns países limitem parte deles localmente.
- Mesmo que um país proíba o short em certos contratos, os traders podem migrar para plataformas fora do seu alcance, pois o mercado de Bitcoin não está ligado a uma única bolsa nem sob supervisão de uma única autoridade nacional.

Quinto: exemplos concretos que evidenciam a “liberdade” do mercado de Bitcoin:
- Exemplo 1 – Queda acentuada sem paragem total:
Nas quedas históricas do Bitcoin, que chegaram a mais de 10% num só dia (e que registaram dezenas de casos desde 2016), não há um sistema global que pare a negociação assim que o preço atinge certos limites.
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