Por que é importante entender EBIT e EBITDA primeiro
Se você comparar o desempenho de duas empresas e uma delas tiver muitas máquinas, enquanto a outra quase não tiver ativos fixos, os resultados podem ser bastante diferentes, pois o EBIT (Lucro antes de juros e impostos) irá descontar depreciações e amortizações.
Já o EBITDA, ao incluir esses custos de volta ao lucro, fornece uma imagem mais clara do verdadeiro potencial de geração de receita da empresa. Essa é a razão pela qual investidores precisam entender a diferença entre esses dois indicadores.
O que realmente é depreciação
Depreciação (Depreciation) não é tão complicado quanto parece. É o registro do valor dos ativos da empresa ao longo do tempo, reconhecendo que itens como veículos, edifícios e máquinas (por exemplo, carros, edifícios, máquinas) vão perdendo valor gradualmente.
Por exemplo, se uma empresa comprar um carro por 100.000 reais, com uma vida útil de 5 anos, ela deve registrar uma depreciação de 20.000 reais por ano. Essa abordagem ajuda a refletir o valor real dos ativos na contabilidade.
Quais ativos podem ser depreciados
De acordo com as normas contábeis, ativos podem ser depreciados se atenderem às seguintes condições:
Pertencerem à empresa
Poderem gerar receita
Terem uma vida útil claramente definida
Esperar-se que dure mais de 1 ano
Ativos comuns que podem ser depreciados incluem veículos, edifícios comerciais, móveis, computadores, máquinas e até ativos intangíveis, como direitos autorais, patentes e softwares.
Por outro lado, ativos que não podem ser depreciados incluem terrenos (não se deprecia), bens de coleção, ações e títulos, bens pessoais ou qualquer coisa que não dure mais de 1 ano.
Os 4 principais métodos de cálculo de depreciação
1. Reta (Straight-line)
Mais simples e estável, consiste em deduzir o mesmo valor de depreciação a cada ano. Essa abordagem é adequada para pequenos negócios, mas tem a desvantagem de não considerar perdas rápidas no primeiro ano ou custos de manutenção que aumentam com a idade do ativo.
2. Dobra a taxa (Double-declining balance)
Esse método deduz uma maior depreciação nos primeiros anos, diminuindo ao longo do tempo. É indicado para empresas que desejam recuperar rapidamente o valor do ativo ou reduzir a carga tributária inicialmente. A desvantagem é que é mais complexo de calcular.
3. Saldo decrescente (Declining balance)
Outro método acelerado, onde uma taxa fixa (por exemplo, o dobro da taxa linear) é aplicada ao valor residual de cada ano, resultando em maior depreciação no início e menor posteriormente.
4. Unidades de produção (Units of production)
Deduz a depreciação com base na utilização, como horas de operação ou unidades produzidas. É o método mais flexível, mas exige monitoramento rigoroso do uso, sendo menos adequado para ativos difíceis de medir.
Como funciona a amortização (Amortization)
A amortização funciona de forma semelhante à depreciação, mas é aplicada a ativos intangíveis (como direitos autorais, patentes, marcas) ou ao pagamento de dívidas parceladas.
Por exemplo, se você comprar uma patente por 10.000 reais, com uma vida útil de 10 anos, a amortização será de 1.000 reais por ano.
Outro exemplo: se você pegar um empréstimo de 10.000 reais, pagando 2.000 reais de principal por ano, a amortização do empréstimo no primeiro ano será de 2.000 reais.
Ponto importante: a amortização quase sempre usa o método linear, pois ativos intangíveis tendem a perder valor de forma mais uniforme.
As 3 principais diferenças
Tipo de ativo: a depreciação é usada para ativos tangíveis (edifícios, máquinas), enquanto a amortização é para ativos intangíveis (direitos autorais, patentes).
Método de cálculo: a depreciação possui vários métodos (reta, decrescente, unidades de produção), mas a amortização geralmente é linear.
Valor residual: a depreciação considera o valor de salvamento (preço de venda ao final da vida útil), enquanto a amortização costuma zerar o valor ao final do período.
Por que isso é importante para investidores
Ao analisar uma empresa, entender a depreciação e a amortização ajuda a visualizar o lucro real. Algumas empresas escolhem métodos que aumentam o lucro aparente, enquanto outras optam por estratégias que reduzem impostos.
Comparar EBIT com EBITDA ajuda a evitar confusões sobre ativos, revelando a capacidade de geração de caixa da empresa. Essa compreensão é valiosa para decisões de investimento e para avaliar a transparência das demonstrações financeiras.
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Depreciação (Depreciation) e custos de amortização: o que os investidores devem saber
Por que é importante entender EBIT e EBITDA primeiro
Se você comparar o desempenho de duas empresas e uma delas tiver muitas máquinas, enquanto a outra quase não tiver ativos fixos, os resultados podem ser bastante diferentes, pois o EBIT (Lucro antes de juros e impostos) irá descontar depreciações e amortizações.
Já o EBITDA, ao incluir esses custos de volta ao lucro, fornece uma imagem mais clara do verdadeiro potencial de geração de receita da empresa. Essa é a razão pela qual investidores precisam entender a diferença entre esses dois indicadores.
O que realmente é depreciação
Depreciação (Depreciation) não é tão complicado quanto parece. É o registro do valor dos ativos da empresa ao longo do tempo, reconhecendo que itens como veículos, edifícios e máquinas (por exemplo, carros, edifícios, máquinas) vão perdendo valor gradualmente.
Por exemplo, se uma empresa comprar um carro por 100.000 reais, com uma vida útil de 5 anos, ela deve registrar uma depreciação de 20.000 reais por ano. Essa abordagem ajuda a refletir o valor real dos ativos na contabilidade.
Quais ativos podem ser depreciados
De acordo com as normas contábeis, ativos podem ser depreciados se atenderem às seguintes condições:
Ativos comuns que podem ser depreciados incluem veículos, edifícios comerciais, móveis, computadores, máquinas e até ativos intangíveis, como direitos autorais, patentes e softwares.
Por outro lado, ativos que não podem ser depreciados incluem terrenos (não se deprecia), bens de coleção, ações e títulos, bens pessoais ou qualquer coisa que não dure mais de 1 ano.
Os 4 principais métodos de cálculo de depreciação
1. Reta (Straight-line)
Mais simples e estável, consiste em deduzir o mesmo valor de depreciação a cada ano. Essa abordagem é adequada para pequenos negócios, mas tem a desvantagem de não considerar perdas rápidas no primeiro ano ou custos de manutenção que aumentam com a idade do ativo.
2. Dobra a taxa (Double-declining balance)
Esse método deduz uma maior depreciação nos primeiros anos, diminuindo ao longo do tempo. É indicado para empresas que desejam recuperar rapidamente o valor do ativo ou reduzir a carga tributária inicialmente. A desvantagem é que é mais complexo de calcular.
3. Saldo decrescente (Declining balance)
Outro método acelerado, onde uma taxa fixa (por exemplo, o dobro da taxa linear) é aplicada ao valor residual de cada ano, resultando em maior depreciação no início e menor posteriormente.
4. Unidades de produção (Units of production)
Deduz a depreciação com base na utilização, como horas de operação ou unidades produzidas. É o método mais flexível, mas exige monitoramento rigoroso do uso, sendo menos adequado para ativos difíceis de medir.
Como funciona a amortização (Amortization)
A amortização funciona de forma semelhante à depreciação, mas é aplicada a ativos intangíveis (como direitos autorais, patentes, marcas) ou ao pagamento de dívidas parceladas.
Por exemplo, se você comprar uma patente por 10.000 reais, com uma vida útil de 10 anos, a amortização será de 1.000 reais por ano.
Outro exemplo: se você pegar um empréstimo de 10.000 reais, pagando 2.000 reais de principal por ano, a amortização do empréstimo no primeiro ano será de 2.000 reais.
Ponto importante: a amortização quase sempre usa o método linear, pois ativos intangíveis tendem a perder valor de forma mais uniforme.
As 3 principais diferenças
Tipo de ativo: a depreciação é usada para ativos tangíveis (edifícios, máquinas), enquanto a amortização é para ativos intangíveis (direitos autorais, patentes).
Método de cálculo: a depreciação possui vários métodos (reta, decrescente, unidades de produção), mas a amortização geralmente é linear.
Valor residual: a depreciação considera o valor de salvamento (preço de venda ao final da vida útil), enquanto a amortização costuma zerar o valor ao final do período.
Por que isso é importante para investidores
Ao analisar uma empresa, entender a depreciação e a amortização ajuda a visualizar o lucro real. Algumas empresas escolhem métodos que aumentam o lucro aparente, enquanto outras optam por estratégias que reduzem impostos.
Comparar EBIT com EBITDA ajuda a evitar confusões sobre ativos, revelando a capacidade de geração de caixa da empresa. Essa compreensão é valiosa para decisões de investimento e para avaliar a transparência das demonstrações financeiras.