Revolut entra no Peru: Como uma licença bancária pode agitar o mercado de remessas e criptomoedas na América Latina?

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A gigante de tecnologia financeira do Reino Unido Revolut já solicitou oficialmente uma licença bancária completa às autoridades reguladoras financeiras do Peru. Esta iniciativa é um passo-chave na estratégia de aprofundamento da presença da empresa no mercado latino-americano. Se a solicitação for aprovada, a Revolut passará a ser um banco licenciado oficialmente no Peru, podendo oferecer uma gama completa de serviços bancários, incluindo depósitos, empréstimos, câmbio e outros.

Estratégia de implementação

A solicitação de licença bancária no Peru pela Revolut é uma etapa planejada na sua expansão sistemática no mercado latino-americano. Esta fintech sediada em Londres já conta com mais de 70 milhões de clientes de retalho em todo o mundo. O Peru será o quinto mercado na região onde a empresa pretende atuar. Antes disso, a Revolut já entrou no México, Colômbia, Brasil e Argentina através da obtenção de licenças, estabelecimento de entidades ou aquisições.

A escolha pelo Peru revela uma lógica de negócio baseada em dados: segundo o Banco Mundial, em 2024, o total de remessas pessoais recebidas pelo país atingiu US$49,3 bilhões, sendo uma importante fonte de entrada de fundos externos. O CEO da Revolut no Peru, Julian Labrot, afirmou claramente que a expansão visa “aumentar a concorrência no mercado e melhorar a acessibilidade aos serviços financeiros locais”.

Regulação e concorrência

Obter uma licença bancária completa significa que as operações da Revolut no Peru passarão de um serviço de pagamento ou transferência para uma instituição financeira totalmente regulada. Essa mudança exige que a Revolut cumpra procedimentos de combate à lavagem de dinheiro, requisitos de capital e padrões de proteção ao cliente equivalentes aos dos bancos tradicionais. O processo de aprovação está atualmente em andamento, com as autoridades reguladoras realizando uma análise de vários meses sobre a situação de capital, gestão de riscos e governança da empresa, antes de conceder a licença.

O cenário de fintechs no Peru está mudando rapidamente. Além dos bancos tradicionais, a Revolut enfrentará concorrência de gigantes regionais como Nubank, Mercado Pago e outros. Essas empresas locais também estão integrando serviços de criptomoedas, como o Mercado Pago, que lançou uma stablecoin atrelada ao dólar no Brasil.

Transformação de mercado

A chegada da Revolut impacta diretamente o grande e tradicional mercado de remessas do Peru. As redes tradicionais dependem de agências físicas, com transferências que geralmente levam de 3 a 5 dias úteis e custos elevados. Plataformas de pagamento digital possibilitam transferências instantâneas ponto a ponto, com custos significativamente menores. Essa eficiência é uma vantagem competitiva que empresas como a Revolut utilizam para conquistar espaço.

A aceitação de fintechs na América Latina está crescendo rapidamente. Segundo relatório da Chainalysis, entre julho de 2022 e junho de 2025, o volume total de transações em criptomoedas na região atingiu quase US$1,5 trilhão. Isso revela uma forte demanda por ativos financeiros inovadores e métodos de pagamento alternativos. A alta penetração de smartphones e a grande quantidade de populações “não bancarizadas” criam um ambiente fértil para o crescimento do setor financeiro digital.

Estratégia de criptomoedas

A ambição da Revolut no Peru e na América Latina vai além de transferências em moeda fiduciária. Ativos digitais, especialmente stablecoins, são componentes centrais de sua estratégia.

Em outubro de 2025, a Revolut lançou uma funcionalidade de troca 1:1 de stablecoins por dólar, permitindo que os usuários troquem USDC e USDT diretamente por dólares. No mesmo ano, o volume de pagamentos com stablecoins na plataforma cresceu aproximadamente 156% em relação ao ano anterior, atingindo cerca de US$10,5 bilhões. Essa trajetória de crescimento acompanha a tendência de adoção de criptomoedas na região. A demanda por stablecoins atreladas ao dólar é alta, sendo frequentemente usadas para poupança, proteção contra a volatilidade da moeda local e pagamentos transfronteiriços.

O ambiente regulatório no Peru também está se ajustando a essa tendência. As autoridades buscam equilibrar a inovação com a estabilidade financeira, oferecendo um quadro operacional claro para serviços de criptomoedas que estejam em conformidade.

Oportunidades e desafios

Para plataformas globais de troca de criptomoedas como a Gate, a expansão de empresas como a Revolut na América Latina tem múltiplos significados. Elas ajudam a educar o mercado, familiarizando um público mais amplo com ativos digitais como parte do sistema financeiro, trazendo novos usuários ao ecossistema de criptomoedas.

Além disso, as plataformas como a Revolut, ao promoverem o uso de stablecoins em pagamentos, fortalecem o valor prático de moedas como USDT e USDC em operações de pagamento e liquidação, o que pode aumentar sua liquidez e relevância de mercado. Segundo dados da Gate, à medida que casos de integração entre finanças tradicionais e cripto aumentam, ativos relacionados (como stablecoins regulamentadas e projetos de pagamento transfronteiriço) ganham atenção de mercado.

Por outro lado, a entrada de grandes fintechs também traz desafios. Elas possuem uma base de usuários vasta e acesso facilitado às moedas fiduciárias, o que pode lhes conferir vantagem em termos de conveniência. Plataformas especializadas de troca de criptomoedas se diferenciam pelo aprofundamento na seleção de ativos, ferramentas de negociação avançadas e suporte a projetos de blockchain de ponta, criando barreiras competitivas.

A decisão das autoridades reguladoras do Peru ainda não foi divulgada. Independentemente do resultado, a solicitação da Revolut já representa um marco. A América Latina tornou-se um campo de testes para inovação financeira e cripto. De México a Argentina, de Brasil a Peru, as fronteiras entre bancos digitais e carteiras de criptomoedas estão se tornando cada vez mais difusas. Com a contínua entrada de players como a Revolut, Nubank e outros, uma transformação financeira impulsionada por stablecoins e pagamentos instantâneos transfronteiriços está remodelando o fluxo de fundos na região.

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