A bolsa de valores brasileira, a b3, está a dar um passo importante no espaço dos ativos digitais ao lançar uma plataforma de tokenização abrangente juntamente com a sua própria stablecoin ainda este ano. Segundo Luiz Masagão, vice-presidente de produtos e clientes da b3, esta iniciativa estratégica representa uma evolução significativa na forma como os mercados financeiros tradicionais e a infraestrutura de criptomoedas podem coexistir e operar de forma integrada.
Pool de Liquidez Unificado: Derrubando a Barreira entre Tradicional e Digital
A inovação central da plataforma de tokenização da b3 reside no seu mecanismo de liquidez partilhada. Quando ativos são tokenizados na plataforma da b3, eles irão negociar juntamente com valores mobiliários tradicionais dentro de um sistema único e integrado. Masagão destacou que este design cria uma experiência sem atritos para os participantes do mercado: “Os compradores de tokens não vão perceber que estão a comprar de vendedores de ações tradicionais, pois ambos os tipos de transação recorrem ao mesmo reservatório de liquidez.”
Esta abordagem resolve um desafio crítico nos mercados híbridos—a liquidez fragmentada entre plataformas separadas. Ao consolidar ativos tokenizados e convencionais num único pool de negociação, a b3 pretende acelerar a adoção de formatos de ativos digitais, mantendo a compatibilidade com a infraestrutura de negociação existente.
Stablecoin da B3: Impulsionando a Liquidação no Ecossistema Tokenizado
Para facilitar as transações neste novo ambiente tokenizado, a b3 emitirá uma stablecoin dedicada atrelada ao real brasileiro. Em vez de servir como um ativo especulativo, esta stablecoin funciona como a espinha dorsal operacional da plataforma, gerindo pagamentos e operações de liquidação que tradicionalmente dependiam de processos de transferência de dinheiro.
Masagão observou que “a stablecoin servirá como uma ferramenta crítica que permite a negociação de tokens”, com o seu design lastreado no real, especialmente adequado para investidores e instituições domésticas que operam dentro do quadro regulatório do Brasil. Esta abordagem local reduz a dependência de stablecoins internacionais e reforça a soberania monetária.
Expansão do Mercado de Derivados Cripto Sob Supervisão Regulatória
Para além da tokenização e das stablecoins, a b3 está a diversificar os seus produtos ligados a criptomoedas. A bolsa está atualmente a desenvolver contratos de opções semanais sobre Bitcoin, Ethereum e Solana, juntamente com contratos baseados em eventos ligados às variações de preço das criptomoedas. Estes instrumentos estão atualmente a ser revistos pela autoridade reguladora de valores mobiliários do Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Esta expansão reflete a crescente procura institucional por exposição estruturada a criptoativos através de canais regulados, em vez de protocolos descentralizados.
A Jornada Cripto da B3: De ETFs a Provedora de Infraestrutura
As credenciais cripto da b3 vão além dos anúncios recentes. A bolsa tem vindo a construir sistematicamente exposição a ativos digitais desde abril de 2021, quando listou o seu primeiro ETF de criptomoedas—muito antes das bolsas nos EUA. Atualmente, a b3 oferece produtos ligados a Bitcoin, Ethereum, Solana e índices mais amplos de cripto.
Cerca de 600.000 investidores detêm estes produtos, representando aproximadamente 2,4 mil milhões de dólares em ativos sob gestão. Recentemente, a gestora de ativos Valour adicionou quatro novos produtos negociados em bolsa (ETPs) à plataforma da b3, expandindo ainda mais o menu de veículos de investimento ligados a criptoativos disponíveis para os participantes do mercado brasileiro.
O Contexto Mais Amplo: Impulso RWA e Maturação do Mercado
A iniciativa de tokenização da b3 chega num momento em que o mercado de ativos do mundo real (RWA) atinge novos patamares. O setor RWA expandiu-se para 18 mil milhões de dólares em 2026, com commodities tokenizadas e dívida do Tesouro dos EUA formando a maior parte dos ativos na cadeia. A movimentação da b3 posiciona a bolsa como operadora e facilitadora desta tendência mais ampla de tokenização, aproveitando a sua posição regulatória e infraestrutura de mercado para captar oportunidades emergentes no espaço dos ativos digitais.
Ao combinar a expertise em valores mobiliários tradicionais com ferramentas nativas de cripto, a b3 está a construir um modelo de como instituições financeiras estabelecidas podem evoluir juntamente com a tecnologia blockchain, sem abandonar as regras institucionais que definem os mercados de capitais modernos.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
B3 Revela Iniciativa de Tokenização e Stablecoin para 2026
A bolsa de valores brasileira, a b3, está a dar um passo importante no espaço dos ativos digitais ao lançar uma plataforma de tokenização abrangente juntamente com a sua própria stablecoin ainda este ano. Segundo Luiz Masagão, vice-presidente de produtos e clientes da b3, esta iniciativa estratégica representa uma evolução significativa na forma como os mercados financeiros tradicionais e a infraestrutura de criptomoedas podem coexistir e operar de forma integrada.
Pool de Liquidez Unificado: Derrubando a Barreira entre Tradicional e Digital
A inovação central da plataforma de tokenização da b3 reside no seu mecanismo de liquidez partilhada. Quando ativos são tokenizados na plataforma da b3, eles irão negociar juntamente com valores mobiliários tradicionais dentro de um sistema único e integrado. Masagão destacou que este design cria uma experiência sem atritos para os participantes do mercado: “Os compradores de tokens não vão perceber que estão a comprar de vendedores de ações tradicionais, pois ambos os tipos de transação recorrem ao mesmo reservatório de liquidez.”
Esta abordagem resolve um desafio crítico nos mercados híbridos—a liquidez fragmentada entre plataformas separadas. Ao consolidar ativos tokenizados e convencionais num único pool de negociação, a b3 pretende acelerar a adoção de formatos de ativos digitais, mantendo a compatibilidade com a infraestrutura de negociação existente.
Stablecoin da B3: Impulsionando a Liquidação no Ecossistema Tokenizado
Para facilitar as transações neste novo ambiente tokenizado, a b3 emitirá uma stablecoin dedicada atrelada ao real brasileiro. Em vez de servir como um ativo especulativo, esta stablecoin funciona como a espinha dorsal operacional da plataforma, gerindo pagamentos e operações de liquidação que tradicionalmente dependiam de processos de transferência de dinheiro.
Masagão observou que “a stablecoin servirá como uma ferramenta crítica que permite a negociação de tokens”, com o seu design lastreado no real, especialmente adequado para investidores e instituições domésticas que operam dentro do quadro regulatório do Brasil. Esta abordagem local reduz a dependência de stablecoins internacionais e reforça a soberania monetária.
Expansão do Mercado de Derivados Cripto Sob Supervisão Regulatória
Para além da tokenização e das stablecoins, a b3 está a diversificar os seus produtos ligados a criptomoedas. A bolsa está atualmente a desenvolver contratos de opções semanais sobre Bitcoin, Ethereum e Solana, juntamente com contratos baseados em eventos ligados às variações de preço das criptomoedas. Estes instrumentos estão atualmente a ser revistos pela autoridade reguladora de valores mobiliários do Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Esta expansão reflete a crescente procura institucional por exposição estruturada a criptoativos através de canais regulados, em vez de protocolos descentralizados.
A Jornada Cripto da B3: De ETFs a Provedora de Infraestrutura
As credenciais cripto da b3 vão além dos anúncios recentes. A bolsa tem vindo a construir sistematicamente exposição a ativos digitais desde abril de 2021, quando listou o seu primeiro ETF de criptomoedas—muito antes das bolsas nos EUA. Atualmente, a b3 oferece produtos ligados a Bitcoin, Ethereum, Solana e índices mais amplos de cripto.
Cerca de 600.000 investidores detêm estes produtos, representando aproximadamente 2,4 mil milhões de dólares em ativos sob gestão. Recentemente, a gestora de ativos Valour adicionou quatro novos produtos negociados em bolsa (ETPs) à plataforma da b3, expandindo ainda mais o menu de veículos de investimento ligados a criptoativos disponíveis para os participantes do mercado brasileiro.
O Contexto Mais Amplo: Impulso RWA e Maturação do Mercado
A iniciativa de tokenização da b3 chega num momento em que o mercado de ativos do mundo real (RWA) atinge novos patamares. O setor RWA expandiu-se para 18 mil milhões de dólares em 2026, com commodities tokenizadas e dívida do Tesouro dos EUA formando a maior parte dos ativos na cadeia. A movimentação da b3 posiciona a bolsa como operadora e facilitadora desta tendência mais ampla de tokenização, aproveitando a sua posição regulatória e infraestrutura de mercado para captar oportunidades emergentes no espaço dos ativos digitais.
Ao combinar a expertise em valores mobiliários tradicionais com ferramentas nativas de cripto, a b3 está a construir um modelo de como instituições financeiras estabelecidas podem evoluir juntamente com a tecnologia blockchain, sem abandonar as regras institucionais que definem os mercados de capitais modernos.